quinta-feira, 31 de março de 2011
Agentes penitenciários terão porte de arma
Deputados derrubam veto do ex-governador Roberto Requião contra projeto que dá direito a agentes de se armarem
Ainda neste ano, os agentes penitenciários do Paraná poderão portar arma de fogo no estado, inclusive fora do horário de serviço. A Assembleia Legislativa derrubou ontem o veto do ex-governador Roberto Requião (PMDB) ao projeto do ex-deputado Professor Luizão (PT) que liberava o porte. O governo estadual vai treinar os agentes penitenciários nos próximos meses antes de a medida passar a ser aplicada.
Durante todo o governo Requião, a categoria fez protestos e paralisações para conseguir a permissão de portar arma de fogo. As principais manifestações ocorreram após os assassinatos de oito agentes nos últimos dois anos – segundo os colegas, os crimes tiveram relação com vingança de ex-presidiários, que se aproveitaram da falta de segurança dos agentes fora do horário de serviço. Apesar dos assassinatos, Requião sempre se posicionou contrário à liberação do porte de arma aos agentes penitenciários.
A posição do peemedebista foi reforçada em 2008, quando ele vetou o projeto aprovado pela Assembleia para permitir o porte à categoria. Ontem, entretanto, por 42 votos a um – além de duas abstenções –, os deputados derrubaram o veto do ex-governador com o aval do líder do governo, Ademar Traiano (PSDB).
Coldre vazio
Projeto de lei estadual de 2008, vetado pelo ex-governador Roberto Requião, regulamenta legislação nacional sobre o porte de arma por agentes penitenciários:
2003 – A Presidência da República cria o Sistema Nacional de Armas, proibindo o porte de arma em todo o país, com exceção para os agentes de segurança (polícia, Exército) e penitenciários. Caberia aos estados, porém, criar regulamentações estaduais para a lei.
2008 – A Assembleia Legislativa do Paraná aprova projeto de lei do deputado Professor Luizão que regulamenta o porte de arma por agentes penitenciários no estado, mas o então governador Roberto Requião (PMDB) veta a medida.
Jan 2011 – O agente penitenciário Carlos Alberto Pereira é assassinado, em Curitiba. Os colegas protestam e atribuem o crime a uma vingança de ex-presidiário.
Ontem – Por 42 votos a um, a Assembleia derruba o veto do ex-governador ao projeto, que segue para promulgação pelo Executivo Estadual.
Pela proposta, o porte passa a ser liberado aos agentes penitenciários, com a exigência de que a arma esteja sempre acompanhada do certificado de registro e da carteira de identidade funcional do servidor. Agora, o governador Beto Richa (PSDB) tem 48 horas para promulgar a lei.
“Houve um entendimento com a categoria e uma conversa prévia com os secretários de Justiça e de Segurança Pública para derrubarmos o veto”, afirmou Traiano. “Trata-se de uma profissão de alto risco, mesmo fora do horário de trabalho. Afinal, eles estão sempre enfrentando marginais. É uma medida importante para a segurança da população.” Segundo ele, o governo do estado dará um treinamento “rígido” antes de liberar o porte aos agentes e estabelecerá normas claras para evitar qualquer tipo de problema com a medida.
O petista Tadeu Veneri, no entanto, que votou pela manutenção do veto, defendeu que deveria ter havido uma discussão mais ampla da matéria. De acordo com ele, os problemas de segurança pública no Paraná não serão resolvidos ao armar ainda mais a população.
Comemoração
O vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná (Sindarspen), Antony Johnson, afirmou que a derrubada do veto foi recebida com alívio pela categoria. “É uma vitória. Agora, todos os criminosos do estado vão pensar duas vezes antes de atentar contra nossas famílias”, desabafou.
Segundo Johnson, a mudança de governo no início do ano reacendeu as esperanças da categoria e o sindicato iniciou novas articulações políticas pela derrubada do veto. “Tanto a Secretaria de Justiça quanto a Assembleia eram favoráveis à nossa causa. Além disso, o deputado federal Francischini (PSDB-PR), que nos representa, explicou ao governador a brecha na lei que nos impedia de portar armas”, argumentou.
Até ontem, o Paraná, ao lado de Pará e Amapá, estava entre os únicos estados a não ter regulamentado em âmbito estadual a Lei Federal n.º 10.826/03, que trata do porte de arma para agentes.
Fonte e Foto: Gazeta do Povo
Publicado em 30/03/2011
Euclides Lucas Garcia e Osny Tavares
Mutirão realiza atividades de saúde e beleza com mulheres encarceradas de Foz « CBN Foz – A rádio que toca notícia
Mutirão leva assistência em saúde às presas da cadeia pública
Detentas fizeram exames ginecológicos e dentários; além disso, receberam tratamento capilar e estético no 4º Mutirão de Solidariedade
Apromoção da autoestima e da saúde feminina, como ferramenta para resgatar a cidadania das detentas, foi a marca do 4º Mutirão de Solidariedade, promovido pelo Conselho da Comunidade de Foz do Iguaçu. O evento, que remete ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), foi realizado ontem na Cadeia Pública Laudemir Neves. Participaram da abertura do evento, além da presidente do conselho, a advogada Luciane Ferreira, a primeira-dama, Hildergard Ghisi, e a vereadora Nanci Rafain (PDT).
Durante horas, as 135 detentas puderam receber assistência em saúde — com exames Papanicolaou e das mamas; testes de triglicerídeo e glicemia; aferição de pressão arterial e orientação de higiene bucal —, jurídico e tratamento estético, com corte de cabelo, hidratação instantânea, penteado e trança. Foram ainda distribuídos kits de produtos de higiene pessoal e cestas básicas, entregues no dia anterior. Todo o trabalho é fruto de uma união de 21 entidades parceiras do conselho, entre elas a prefeitura e a Itaipu Binacional e, a cada edição, os resultados são positivos, frente à melhora da autoestima das mulheres.
"Na verdade, melhora tudo, pois quando a pessoa se sente segura, pois a saúde está segura, se sente bem melhor. E outra coisa, o fato de entregarmos a elas os kits (de higiene) e as cestas básicas, dá um conforto por uns tempos", lembrou Luciane Ferreira.
As cestas à qual se refere foram entregues na terça-feira, sendo um por cela. O repasse, contou, é uma prioridade do conselho, que, embora não tenha recursos, tenta suprir mensalmente. "Nesta unidade, o recurso financeiro para a alimentação é muito pequeno, tanto que a família ajuda, traz para elas comerem. E nossa ajuda faz com que isso se amenize, pois as famílias também têm problemas financeiros".
Apesar de ter sido realizado ontem, o mutirão não teve seus trabalhos encerrados. Como foram colhidos materiais para exames laboratoriais, os resultados serão liberados posteriormente. E caso seja detectada alguma doença, as detentas receberão os medicamentos para tratamento. "Daqui a 20 dias estaremos de volta para fazer a entrega de medicamentos, juntamente com a Secretaria da Saúde", disse Luciana.
Parceria
Outro ponto positivo do mutirão é evidenciar o número de parceiros do conselho, que demonstra engajamento e a não estigmatização das presas. Na avaliação da presidente, a sociedade enxerga atualmente o órgão com outros olhos, principalmente as instituições ao conselho, que montou uma rede com entidades afins. "Por exemplo, temos apoio principalmente do Provopar, da prefeitura e de Itaipu porque demonstramos a eles que precisávamos criar uma rede para que outras entidades se agreguem e isso aconteceu. Hoje estamos com 21 entidades".
Responsável por uma unidade que abriga 370 presos — sendo 135 mulheres — o diretor da cadeia, Leandro Sarmento dos Santos, disse ser o mutirão "louvável e benvindo". Os resultados, contou, serão observados nos próximos dias, "pois o detento quer atenção". "O Provopar tem nos ajudado muito, a prefeitura até mesmo está mandando diariamente 700 pães de soja com 700 sacos de leite. Isso tem nos ajudado muito. Sobre o andamento da cadeia não podemos reclamar, eles (os presos) têm cooperado e na medida do possível vamos levando sem violência e na base da dignidade", disse.
Interditada devido à superlotação, a cadeia pública abriga em sua maioria mulheres presas por tráfico de drogas. Muitas foram usadas como mulas. Atualmente, a unidade abriga 40 paraguaias, sendo 20 já condenadas. A meta é promover a transferência destas estrangeiras para o país vizinho.
"Estamos trabalhando de forma conjunta com o conselho nas três unidades, para concretizar um convênio firmando em 2000 pelos dois países, no sentido de traslado de pessoas condenadas a ambos os países. Estamos trabalhando com a Penitenciária Estadual 1 e já preparamos 14 pedidos de traslado, que seguiu a Brasília, pois o meio legal é o diplomático. Esperamos realizar este sonho", disse o cônsul do Paraguai em Foz, Jorge Mancuello. (Fotos: Roger Meireles/Marcos Labanca (Assessoria)
Fonte: A Gazeta do Iguaçu
Edição: 6820 - 31 de Março de 2011
Nelson Figueira - Reportagem
Fotos: Roger Meireles/Marcos Labanca
Ao lado da primeira-dama e da vereadora, a presidente do conselho, Luciane Ferreira, abriu o mutirão
Apromoção da autoestima e da saúde feminina, como ferramenta para resgatar a cidadania das detentas, foi a marca do 4º Mutirão de Solidariedade, promovido pelo Conselho da Comunidade de Foz do Iguaçu. O evento, que remete ao Dia Internacional da Mulher (8 de março), foi realizado ontem na Cadeia Pública Laudemir Neves. Participaram da abertura do evento, além da presidente do conselho, a advogada Luciane Ferreira, a primeira-dama, Hildergard Ghisi, e a vereadora Nanci Rafain (PDT).
Durante horas, as 135 detentas puderam receber assistência em saúde — com exames Papanicolaou e das mamas; testes de triglicerídeo e glicemia; aferição de pressão arterial e orientação de higiene bucal —, jurídico e tratamento estético, com corte de cabelo, hidratação instantânea, penteado e trança. Foram ainda distribuídos kits de produtos de higiene pessoal e cestas básicas, entregues no dia anterior. Todo o trabalho é fruto de uma união de 21 entidades parceiras do conselho, entre elas a prefeitura e a Itaipu Binacional e, a cada edição, os resultados são positivos, frente à melhora da autoestima das mulheres.
"Na verdade, melhora tudo, pois quando a pessoa se sente segura, pois a saúde está segura, se sente bem melhor. E outra coisa, o fato de entregarmos a elas os kits (de higiene) e as cestas básicas, dá um conforto por uns tempos", lembrou Luciane Ferreira.
As cestas à qual se refere foram entregues na terça-feira, sendo um por cela. O repasse, contou, é uma prioridade do conselho, que, embora não tenha recursos, tenta suprir mensalmente. "Nesta unidade, o recurso financeiro para a alimentação é muito pequeno, tanto que a família ajuda, traz para elas comerem. E nossa ajuda faz com que isso se amenize, pois as famílias também têm problemas financeiros".
Apesar de ter sido realizado ontem, o mutirão não teve seus trabalhos encerrados. Como foram colhidos materiais para exames laboratoriais, os resultados serão liberados posteriormente. E caso seja detectada alguma doença, as detentas receberão os medicamentos para tratamento. "Daqui a 20 dias estaremos de volta para fazer a entrega de medicamentos, juntamente com a Secretaria da Saúde", disse Luciana.
Parceria
Outro ponto positivo do mutirão é evidenciar o número de parceiros do conselho, que demonstra engajamento e a não estigmatização das presas. Na avaliação da presidente, a sociedade enxerga atualmente o órgão com outros olhos, principalmente as instituições ao conselho, que montou uma rede com entidades afins. "Por exemplo, temos apoio principalmente do Provopar, da prefeitura e de Itaipu porque demonstramos a eles que precisávamos criar uma rede para que outras entidades se agreguem e isso aconteceu. Hoje estamos com 21 entidades".
Responsável por uma unidade que abriga 370 presos — sendo 135 mulheres — o diretor da cadeia, Leandro Sarmento dos Santos, disse ser o mutirão "louvável e benvindo". Os resultados, contou, serão observados nos próximos dias, "pois o detento quer atenção". "O Provopar tem nos ajudado muito, a prefeitura até mesmo está mandando diariamente 700 pães de soja com 700 sacos de leite. Isso tem nos ajudado muito. Sobre o andamento da cadeia não podemos reclamar, eles (os presos) têm cooperado e na medida do possível vamos levando sem violência e na base da dignidade", disse.
Interditada devido à superlotação, a cadeia pública abriga em sua maioria mulheres presas por tráfico de drogas. Muitas foram usadas como mulas. Atualmente, a unidade abriga 40 paraguaias, sendo 20 já condenadas. A meta é promover a transferência destas estrangeiras para o país vizinho.
"Estamos trabalhando de forma conjunta com o conselho nas três unidades, para concretizar um convênio firmando em 2000 pelos dois países, no sentido de traslado de pessoas condenadas a ambos os países. Estamos trabalhando com a Penitenciária Estadual 1 e já preparamos 14 pedidos de traslado, que seguiu a Brasília, pois o meio legal é o diplomático. Esperamos realizar este sonho", disse o cônsul do Paraguai em Foz, Jorge Mancuello. (Fotos: Roger Meireles/Marcos Labanca (Assessoria)
Fonte: A Gazeta do Iguaçu
Edição: 6820 - 31 de Março de 2011
Nelson Figueira - Reportagem
Fotos: Roger Meireles/Marcos Labanca
terça-feira, 29 de março de 2011
4º MUTIRÃO DA SOLIDARIEDADE - PROJETO A.M.E.
CONVITE
Atividades que serão desenvolvidas:
. corte de cabelo, hidratação instantânea, penteado e trança
. exames Papanicolau e das mamas
. testes de triglicerídeo e glicemia
. aferição de pressão arterial
. orientação de higiene bucal
. distribuição de kits de produtos de higiene pessoal, cestas básicas e material informativo
. Orientação Jurídica
Apoio:
OAB/Foz – Comissão dos Direitos Humanos
Conselho Municipal dos Direitos da Mulher
Conselho da Mulher Empresária – ACIFI
Pastoral Carcerária
Missão Liberdade
Lyons Itaipu Foz
Cadeia Pública Laudemir Neves
Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu I
Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu II
CENSE - Centro de Socioeducação de Foz do Iguaçu
Policia Militar do Paraná
Polícia Civil
Corpo de Bombeiros
Guarda Municipal
Consulado do Paraguai
SESC
Instituto GRPCOM
Mundo Melhor
Mais informações com Luciane Ferreira (Conselho da Comunidade) Fone: (45) 9921-5290 ou 8404-1592
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