segunda-feira, 31 de maio de 2010

Projeto de Orientação para a Liberdade

Projeto de Orientação para a Liberdade








Os membros do Conselho da Comunidade de Foz do Iguaçu participaram, na última sexta-feira (28), de mais uma edição do Projeto de Orientação Para a Liberdade. Organizada pela equipe de psicologia da Penitenciária Estadual de Foz do Iguaçu, a iniciativa fornece aos encarcerados orientações sobre a sua sutuação criminal, a reintegração social e uma vida saudável em liberdade.

Pelo Conselho, estiveram presentes os estagiários Giselle Heck, Willian Wurmeister e também a assistente social Daniela F. de Lara. Durante os esclarecimetos sobre as atividades do Conselho da Comunidade, um capítulo especial aos detentos que estão na fase de transição do cumprimento da pena em regime semi-aberto para o aberto.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

Recomendação de interdição de delegacias no Paraná

Coordenador de mutirão carcerário recomenda interdição de delegacias no Paraná




O coordenador do mutirão carcerário no Paraná pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), juiz Éder Jorge, vai recomendar a interdição de duas delegacias de polícia em Curitiba. Após inspeção realizada nesta quarta-feira (19/05) no 12º e no 9º Distrito de Curitiba, a equipe do mutirão carcerário encontrou condições subumanas nessas delegacias. "Os presos não dormem porque não há espaço dentro das celas. Eles fazem revezamento ou empilhamento humano porque não cabem todos deitados", relata Éder Jorge.

Segundo Éder Jorge, os presos utilizam uma meia de futebol para coar café e tomam banho próximo a uma torneira que fica ao lado de um vaso sanitário. "A situação é chocante e o mau cheiro é muito forte", conta. A inspeção nas delegacias foi acompanhada por um representante da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Paraná, e por dois promotores de Justiça do estado. O juiz está elaborando um relatório sobre todos os problemas encontrados nas inspeções, no qual vai propor a interdição das delegacias e sugerir a transferência dos presos.

De acordo com o magistrado, o 12º Distrito possui capacidade para aproximadamente 20 pessoas e comporta 150 presos. A mesma situação de superlotação foi encontrada no 9º Distrito, onde uma cela com capacidade para seis pessoas abrigava 30. Outra situação considerada absurda pela equipe foi constatada na delegacia de Guairá, que possui capacidade para 58 presos e está com lotação de 260 pessoas. "Vamos recomendar o imediato remanejamento desses presos (para presídios), pois as delegacias estão entre três e quatro vezes acima da sua capacidade", explica o coordenador do mutirão.

Desde o início do mutirão carcerário foram realizadas outras inspeções nos presídios da região metropolitana de Curitiba. O magistrado Éder Jorge chama a atenção para a situação do Complexo Médico Penal, localizado na região de Quatro Barras, município de Pinhais . "Lá tem pessoas com problemas mentais e dependentes químicos (usuários de drogas) todos juntos", disse. Segundo ele, a situação acontece porque não existem clínicas especializadas para internação dos cumpridores de medidas com dependência química. "Uma das internas (dependente química) implorou para ser retirada do complexo porque aquela situação poderia levá-la à loucura", conta Éder Jorge.

As inspeções dos estabelecimentos penais do Paraná são realizadas dentro do mutirão carcerário coordenado pelo CNJ, que teve início no dia 23 de fevereiro. Desde então, já foram revistos 19.614 processos e concedidos 3.115 benefícios aos presos. Do total de benefícios, 1.745 receberam alvará de soltura.



EN/ PR
Agência CNJ de Notícias

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Campanha de vacinação contra a gripe H1N1



Nesta manhã, quinta-feira, dia 20, a 9º Regional de Saúde retornou à Cadeia Pública Laudemir Neves para concluir o trabalho, que começou no dia 15 de abril, para vacinar todos os detentos da unidade contra a gripe H1N1. Confira a matéria clicando aqui.

Desta vez foram vacinados 22 (vinte e dois) presos que ainda faltavam tomar a dose da vacina.

"Inverno Solidário nas Unidades Penais" - Doações

As primeiras doações começam a chegar.

Por meio do Conselho da Comunidade, o Albergue Noturno de Foz do Iguaçu doou 22 (vinte e dois) colchões de solteiro, contrubuindo assim com a campanha  "Inverno Solidário nas Unidades Penas", que tem como objetivo arrecadar colchões e cobertores para serem repassados aos presos das unidades penais da cidade.

Os colchões já foram entregues na Cadeia Pública Laudemir Neves.




O Conselho da Comunidade agradece a colaboração do Albergue Noturno.



Para doações entrar em contato com o Conselho da Comunidade
Precisamos de sua ajuda, doe cobertores e colchões!!!


Quem tem frio fará grande proveito disso!!


Av. Pedro Basso, 1001 - Jd. Polo Centro - Foz do Iguaçu/Paraná

Fórum de Justiça - 2º Andar ( final do corredor)

Fone: (45) 3026 - 1645

E-mail: conselho_comunidade_foz@hotmail.com

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Superlotação acarreta indenização ao preso?

Presidio superlotado: acarreta indenização por danos morais ao preso?




A questão está posta. Que a situação nos presídios do nosso país, inclusive do nosso Estado é degradante ninguém contesta. Aliás, em recente artigo publicado nesta mesma coluna, trouxe alguns dados preocupantes do nosso sistema carcerário. Atualmente com cerca de 470 mil presos o que supera em quase três vezes o número de vagas existentes, isso sem considerar o número altíssimo de mandos de prisão a serem cumpridos, superior a duzentos mil. Isso tudo sem considerar que a maioridade penal só inicia aos dezoito anos de idade. Trata-se efetivamente de situação nada confortante, para não dizer preocupante.


Somado a isso tudo, deve-se ainda ponderar que a nossa Lei de Execução Penal determina uma série de condições mínimas em relação à execução da pena de prisão, entre elas, espaço mínimo para cada preso, instalações sanitárias e higiênicas satisfatórias etc, o que não deixa de ser uma questão de salubridade. São obrigações do Estado, raramente cumpridas. Eis o problema!

A discussão, que há tempo cerca esse tema, é se a omissão do Estado em oferecer essas condições mínimas, implicaria ou não na responsabilidade de o Estado indenizar o preso por danos morais, sobretudo quando se encontra recolhido em sela superlotada.

Confira a matéria na integra clicando aqui.
 
Fonte: Jornal o Progresso
 
Por: José Carlos de Oliveira Robaldo